CASTELO HEINSTEIN: UMA REFERÊNCIA AO CASTELO DE NEUSCHWANSTEIN

15/03/2015 23:50

Castelo Heinstein:

Uma referência ao Castelo de Neuschwanstein

Por Anderson Viana e Lucas Saguista

 

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Trecho retirado do 70º capítulo, “Relógio de Fogo! As Chamas Reacendem!”, pela Conrad Editora.

 

        Uma coisa é evidente: Saint Seiya procurou referenciar, através de releituras e adaptações, cenários de cunho histórico cultural no decorrer da franquia. O Castelo Heinstein é um desses icônicos monumentos que faz referência ao Castelo de Neuschwanstein, na Alemanha.

 

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Empoleirado sobre o escarpado desfiladeiro do rio Pollat, no meio do majestoso cenário dos Alpes Bávaros, encontra-se o mais encantador castelo do mundo. Os seus pináculos cor de marfim, dispostos contra um pano de fundo de abetos verde-escuros, parecem, vistos de longe, tão vaporosos e delicados como algodão doce.

O castelo de contos de fadas de Neuschwanstein começou a ser construído em 1869 pelo rei Luís II da Baviera (1845-1886). Mais “medieval” do que qualquer outra construção da Idade Média, Neuschwanstein representa a realização do sonho de um homem.

O sonho começou na infância de Luís. Por volta dos seis anos de idade gostava de brincar com tijolos, com os quais, segundo seu avô Luís I, construía “edifícios surpreendemente bem feitos”. Gostava também de representar e vestir-se a primor.

Durante os meses de Verão, a família de Luís – o pai, a mãe, o próprio Luís e Otto, o irmão mais novo – costumava ir para Hohenschwangau, a morada ancestral dos senhores de Schwangau, que seu pai, o rei Maximiliano II, havia comprado em 1833. Quando Maximiliano decidiu “restaurar” o castelo, o seu espírito romântico refletiu-se na escolha de um cenógrafo, em vez de um arquiteto, para desenhar os projetos. Gostava de velhas lendas e mandou pintar as paredes com cenas retiradas das histórias de heróis medievais, especialmente Lohengrin, o Cavaleiro de Cisne, que, segundo a tradição, teria habitado esse mesmo castelo. 

 

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        O castelo de fadas de Neuschwanstein foi construído nos Alpes Bávaros pelo romântico e excêntrico rei Luís II. Descrevia a sua localização como “um das mais lindas alguma vez encontradas”. O desejo de Luís de que os seus palácios, por ele considerados como lugares sagrados, fossem destruídos, após a sua morte para conservarem a sua pureza não foi cumprido. Assim, Walt Disney, outro construtor de reinos de magia, tomou Neuschwanstein para modelo do castelo d’A Bela Adormecida.

 

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Trecho retirado do 223º capítulo, “O futuro que começa”, pela JBC Editora.

 

        Em The Lost Canvas, de Shiori Teshirogi, no capítulo 223, intitulado “O futuro que começa”, o Castelo Heinstein aparece na Alemanha. Lá, Pandora deposita a caixa em que os deuses gêmeos encontravam-se selados e vai embora.

 

        Com base na pesquisa acima, percebe-se que o Castelo de Neuschwanstein serviu de inspiração, não somente para Masami Kurumada criar a base terrestre das tropas de Hades, vulgo Castelo Heinstein, como também foi explorado pela Walt Disney na concepção do cenário da Bela Adormecida.

 

Referência: 

 

Atlas do Extraordinário - Lugares Lendários Vol.1 - Ediciones Del Prado

 

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