CRÍTICA A "LOST CANVAS: UMA GALERIA DE AMIZADE, PERSEVERANÇA E SOLIDÃO", DE RENATO HACK

05/04/2014 22:42

        No dia 01 de abril de 2014 chegou ao conhecimento do Quartel Canvete uma matéria sobre Cavaleiros do Zodíaco, lançada na revista Neo Tokyo no mês de março por Renato Hack. Bom, creio que a maioria dos membros do QC leu a matéria e, infelizmente, ficamos desapontados  com o que foi escrito pela obra do Sr. Kurumada.

 

    Diante disto, resolvemos fazer uma análise sobre os artigos que foram escritos. Enfim, o resultado, vocês acompanharão agora!

Boa Leitura.

Por Thiago Shakete

 



        Confesso que já quase parei de ler aqui: "É inegável a forte influência da culta grega em nossa própria cultura." ~ Renato Hack.
 

        Sinceramente não sei onde ele mora, mas, provavelmente, não pode ser no Brasil, afinal, se eu não estiver muito errado, cultura neste país é funk, samba e futebol. Até hoje não consegui ver um traço da cultura grega na formação de nossa nação. Se formos pegar pela história, mesmo  um país de colonização portuguesa, não teve outra além dos indígenas, espanhóis e africanos. Ou seja, não tivemos absolutamente nada de grego.

    Dando continuidade ao artigo, (quem leu bacana, pra quem não leu, farei um breve resumo) Renato comenta que toda a série de conhecimento do antigo mundo começou na Grécia, que teve influência em outras nações. Muito além de sua cultura, as crenças também foram passadas para outros povos (por exemplo, os romanos, que se basearam na Grega, até a religião, apesar dos deuses receberem outros nomenclaturas) dada sua influência como civilização. Renato ainda faz referências de deuses mais "humanos", deuses sem poder absoluto, tomados por sentimentos e defeitos. Ainda cita um autor - que eu particularmente gosto - que trata da mitologia grega de uma forma agradável: Rick Riordan, autor de Percy Jackson, e faz um breve comentário sobre como Hades é nesta obra. Mais adiante, o colunista, cita a "real forma" de Hades em Saint Seiya, segundo a visão de Kurumada, e a forma como isso deu origem a outras obras para estabelecer um paralelo entre as visões dos autores.

    Dando seguimento a leitura, me deparei com seguinte trecho:

 

    "Para quem desconhece, Next Dimension é a luz de esperança dos antigos fãs, que após o final conclusivo, porém ainda em aberto da série clássica, deixou-os à espera de algo mais. O filme prólogo do céu reacendeu a possibilidades de uma continuação, pois foi planejado inicialmente como uma trilogia, porém, o desagrado de Kurumada, autor original da obra, com a película, impediu seu prosseguimento. Não decepcionando os fãs, Kurumada iniciou Next Dimension, no qual conhecemos Tenma, encarnação  anterior de Seiya, com apenas uma, porém épica frase pensada por Hades: Há aproximadamente 240 anos... O Pégasus era meu amigo. Tal ápice permitiu a origem de uma história paralela da Guerra Santa anterior, com o mesmo Tenma e Alone, reencarnação anterior de Hades, contudo com novos personagens, inclusos Cavaleiros de Ouro." ~ Renato Hack

 

    Até que poderíamos tentar entender a revolta do Kurumada, afinal, Seiya foi atravessado pela espada de Hades e, teoricamente, teria morrido (conforme sentenciou Hades no último capítulo, “Finalmente Pégaso teve uma morte inútil!”). Aí me vem a TOEI e faz aquela merda de deixar o Seiya vivo e colocar uma "maldição" nele. A pior parte é que Kurumada impediu a seqüência de filmes que viria e "aproveitou" dessa idéia para criar Next Dimension.

 

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    Cara, pra mim, Next Dimension nem de longe será "luz de esperança dos antigos fãs". Qualquer pessoa que entenda um pouco de CDZ, sabe o porquê.

    Na versão clássica de Saint Seiya, temos varias situações que aconteceram que podemos considerar como furo de roteiro.  Exemplo: Shaka ter sido o primeiro a alcançar o 8º sentido, sendo que Orfeu, Aiolos, Camus e Shura já haviam mostrado tê-lo desperto. 

    Mas, o mais interessante de tudo, é uma frase dita por Aiolia sobre a barreira das casas, onde dizia que a única forma de se atravessar as doze casa era a pé, sendo impossível mesmo para Mu, mestre em psicocinese, atravessá-la usando seu poder ou recorrendo a outro método.

    Acontece que em Next Dimension, me aparece uma décima terceira casa (que nem existia no clássico) o que aumentou mais ainda o número de furos da obra. Se formos parar para analisar, a história acontece no passado, tendo em vista que Shion e Dohko eram jovens, acabando de serem promovidos a cavaleiros de ouro.  A pergunta é a seguinte: Onde foi parar as ruínas da décima terceira casa que não foi mostrada nem citada no clássico? Uma casa  (mesmo em ruínas) daquela magnitude não passaria despercebida na trajetória dos bronzeados, afinal,  percorreram todo o caminho a pé.

 

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    Vale lembrar que na Saga Clássica durante a empreitada dos cavaleiros de bronze, ao subir as doze casas para salvar Atena, vimos que para toda regra havia sua exceção, visto que, Saga de Gêmeos usou a outra dimensão em Hyoga e o mesmo foi parar em Libra. Também vimos Shaka de Virgem voltando de uma dimensão complexa com Ikki graças a ajuda de Mu de Áries. Mesmo assim, os bronzeados passaram por todas as casas e enfrentaram todos os guardiões que entravam em seu caminho.

    Mas as bizarrices não param por aí. Saori tornou-se um bebê na viagem pelo tempo, sendo que Shun e os outros não sofreram alterações, Shaka de Virgem aparece para lutar com Shijima de Virgem devido a armadura de andrômeda ter sido banhada com seu sangue na restauração. Enfim, uma belíssima salada de frutas jamais vista antes em todo o Clássico.

    Em Abril de 2006, quando Kurumada estreou Next Dimension (8 páginas apenas) ele não tinha apresentado ainda os personagens Tenma e Alone, que apareceriam também em Lost Canvas, entretanto, embora ambas as séries trabalhem com protagonistas de mesmo nome, percebemos no andar da carruagem que de similaridades e semelhanças só os nomes mesmo. No final, apesar de sabermos que alguns apontamentos foram feitos pelo próprio Kurumada em algumas seções de The Lost Canvas de Shiori Teshirogi, a obra acabou crescendo de uma maneira tão rica e elaborada que a relação de amizade acabou sendo perfeitamente trabalhada em The Lost Canvas, enquanto Next Dimension se perdia em furos de roteiros.

    Por isso, alguém que considera Next Dimension uma salvação, um pedido de socorro, tipo "salvem o Seiya! Isso não poderia ter acontecido com ele!" demonstra ter sérios problemas mentais.

Deixemos Next Dimension pra lá (assim como a Neo Tokyo fez) e vamos falar do que realmente importa: The Lost Canvas, artigo tratado na revista.

 

    "Em uma cidade... Blá, blá, blá, qualquer coisa... Com o tempo também buscam Tenma, dizendo que o jovem tem potencial como um cavaleiro de Atena, levando-o para o Santuário. Lá ele reconhece Atena em sua encanação atual como Sasha." ~ Renato Hack.

 

    Sinceramente, deveriam colocar alguém que leu o mangá ou viu a animação pra fazer essas matérias, viu.

    Dohko de Libra foi pra Itália investigar sobre Hades e esbarrou em alguns espectros que facilmente derrotou. De repente, ele sente um pequeno cosmo e descobre um garoto (Tenma), que quebra um gigantesco rochedo para liberar o curso do rio. Após salvar Tenma, Dohko o convida para sagrar-se a cavaleiro no Santuário. Veja, somente no Santuário que Tenma reconhece Sasha. Somente após ser salvo por Shion da ameaça de Laimi de Verme, que descobre que Sasha é Athena.

    Não satisfeito com seu “artigo”, o autor faz um breve elogio aos desenhos da mangaká Shiori Teshirogi e, pra denegrir, diz que o "ponto negativo" da obra é a arte finalização, pois a arte é escura, possui excesso de retículas que "interferem na melhor apreciação do mangá". Acreditem ou não, ele disse isso!

    Alguém que realmente considera os traços de Lost Canvas uma a arte escura, ignorando o aperfeiçoamento  das características mostradas no mangá clássico, ignorando a riqueza de detalhes das armaduras e dos cenários simplesmente demonstra entender absolutamente nada de arte finalização. Quantas e quanta vezes, você teve voltar pra ver aquela página, tentando captar cada detalhe dos golpes, das armaduras, dos cenários de tirar o fôlego, que somente Shiori conseguiu nos proporcionar?

    Mas vai ver Renato tenha razão... Talvez na opinião dele a arte finalização perfeita seja do Kurumada e  do Diego Maryo.

 

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OBS: Eu ate hoje não consegui correr com o braço nessa posição.

 

Por Thiago Shakete

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