CRÍTICA AO CONSERVADORISMO POR ANDERSON ARAUJO VIANA

14/12/2014 00:34

Crítica ao conservadorismo

por Anderson Araujo Viana (Zero)


 

 

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        A 103ª edição da revista Neo Tokyo elaborou redações cujo escopo de pesquisa alcançou apenas uma parcela não muito significativa do Fandom, ou seja, aquele que viveu a época dos anos 90. Infelizmente, o artigo acabou não sendo abrangente a todos os ramos do Fandom, o que, de imediato, isolou os fãs mais recentes da franquia.

 

        Assim como a redação da revista buscou dissertar exclusivamente sobre o Clássico em detrimento das outras obras, há também, no âmago do Fandom, aqueles mais “conservadores” que não admitem o destaque dos outros títulos não criados pelo autor original, Masami Kurumada. Segundo Lily Carrol, o foco principal tornou-se indubitavelmente o Clássico, já que as outras obras foram deixadas no rodapé, sem sequer terem um aprofundamento, o que deixou o referencial fraco e superficial, assim como ignorou completamente a questão do multiverso de Saint Seiya. Aliás, a partir do momento em que a redação exclui qualquer possibilidade de uma leitura mais abrangente, acaba, por sua vez, de excluir incontrariavelmente – e mandar para o umbral – uma parte significativa do Fandom.

 

        Particularmente, acho interessante essa obsessão pela obra Clássica, afinal, ela é exaltada com um nada exagerado culto, que parece cegar os horizontes críticos da redatora, que simplesmente ignorou a existência de furos existentes tanto no mangá como na animação. Aliás, a medida que vemos o Clássico sendo enaltecido ao nível de uma perfeição hipotética, segundo a autora, percebe-se claramente que um artigo, que deveria ser imparcial, acaba sendo completamente pessoal, dando a entender que a revista não procura um olhar crítico sobre a obra.

 

        Outra questão deixada no rodapé, conforme comentei acima, envolve os títulos dos outros mangakás, os quais tiveram seus méritos completamente omitidos pela Neo Tokyo, mostrando a falta de conteúdo e, principalmente, conhecimento sobre a temática proposta. Simplesmente, o foco das gratificações ficaram no cerne do Clássico, enquanto o multiverso que realmente da forma a franquia ficou no anonimato.

 

        Dessa forma, percebeu-se que a preocupação em atingir um determinado nicho de fãs acabou comprometendo tanto o foco da pesquisa como, também, sem sombra de dúvidas, a questão da parcialidade editorial. Infelizmente, algo que deveria ser profissional acabou se tornando meramente um texto bajulador para agradar aos veteranos da série, o que tornou inexistente a suposta (e frágil) credibilidade da revista.

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