EPISÓDIO 14 - A YUNA ROUBOU PÃO LÁ NA CASA DO JOÃO

02/07/2012 23:36

A Yuna Roubou Pão lá na Casa do João

Por Julian VK

 

 

        Se você gosta de flashbacks provavelmente este episódio será um prato cheio. Até porque ele só tem uma única finalidade: pintar um pouco do pano de fundo da Yuna.

        A primeira pergunta que vem à minha mente ao assistir este episódio é: onde diabos foi o Haruto? Se existe algum motivo para a ausência dele, custava ao menos alguém comentar que o Lobo teve que resolver algum problema sozinho? Será agradável para não confundir quem assiste.

        Enquanto isso, Sonia xinga os cavaleiros de prata e ignora completamente o ditado “Se você quer algo bem feito, faça você mesmo”. Vai se arrepender disso depois, senhorita cabelo de tutti-frutti.

        A seguir começam os flashbacks, mas antes disso gostaria de ressaltar que Yuna fala sobre a morte de sua família com um sorriso no rosto. Só eu que achei isso um tanto macabro? Enfim, a atitude de... Pavlin, ou seja lá que diabos for o nome da amazona de Pavão, foi realmente interessante. Convencer o padeiro a contratar a pequena Yuna como funcionária. Acho que ela só esqueceu que exploração do trabalho infantil é crime.

        Quando o grupo finalmente chega às ruínas da cidade onde Yuna vivia, convenientemente tem um motorista que explica a ela o que aconteceu. Nem ao menos se deram ao trabalho de explicar o que aquele cara estava fazendo lá. Isso que é usar o roteiro a favor dos protagonistas! Mais irritante que isso é o fato de que a Águia fala várias vezes sobre uma guerra, mas nunca disse quem estava lutando contra quem e a troco de quê. Cadê a criatividade destes autores? Ignorar os detalhes é feio.

        A luta entre Yuna e Pavlin é passável. Nada muito animador, mas também não chega a ser ruim. O único comentário que realmente considero que vale a pena fazer é a respeito do golpe Peacock Blizzard. É uma legítima cópia do Kholodnyi Smerch de Hyoga. Quem diria, alguém na equipe de Saint Seiya Omega leu o mangá.

        De repente surgem três cavaleiros de prata para cumprir o que Pavlin não foi capaz. Bem, pelo menos não foram os cavaleiros de Cão Maior, Mosca e Hércules, senão eu diria que estão plagiando uma certa cena da série clássica.

        Pavlin mostra que é uma mestra legal e conta um segredinho para Yuna: que Saori está viva e mantida prisioneira por Mars. Porém, se ela sabia disso, por que os outros cavaleiros não? Ou será que eles sabem e são um bando de filhos da puta? Seja como for a incompetência de Athena em manter a ordem na própria casa é nítida.

        Agora, a melhor cena do episódio certamente foi o momento em que Pavlin diz que não desrespeitou a lei ao tirar a máscara, repetindo que quando um homem vê o rosto de uma amazona ela deve amá-lo ou matá-lo.

Safada.

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        Brincadeira. Eu achei muito foda a atitude de insinuar que mataria os três inimigos. Pavlin merece ser reconhecida como uma personagem de valor, e eu sinceramente espero que ela não tenha morrido. Até porque é tudo tão óbvio em SSΩ que se realmente a quisessem morta teriam mostrado ela recebendo um golpe fatal.

        Concluindo, não fosse pelo grande descaso com os detalhes e o roteiro forçosamente “dando um empurrãozinho” para os protagonistas de vez em quando este poderia ser considerado um bom episódio. Mas pelo menos não chega a ser ruim.

        PS: Se os autores fossem realmente competentes colocariam Pavlin como aluna de Hyoga, o que não só geraria mais uma conexão entre a geração antiga e a nova como explicaria o porque da amazona de Pavão usar um golpe tão parecido com o Kholodnyi Smerch. Mas não vai acontecer, eu disse “SE os autores FOSSEM realmente competentes”.

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