EPISÓDIO 15 - ICHI BRILHA MUITO NA ARMADURA DE PRATA

16/07/2012 21:25

Ichi Brilha Muito na Armadura de Prata

Por Julian VK

 

 

        Depois de uma semana sem episódio aqui estou eu novamente, pronto para continuar minha cruzada contra Saint Seiya Omega. A espera talvez tenha sido benéfica, já que o episódio foi aceitável. Algumas partes aqui e ali ficaram chatas ou sem graça, mas de uma forma geral desperta interesse.

 

        A primeira cena nos mostra uma tentativa de explicar o motivo de Haruto se manter afastado do grupo, mas o faz parecer um babaca por não avisar seus aliados do perigo e andar por aí sozinho. Além disso, o que foi feito do Ryuho? Já está ficando cansativo ver Kouga, Souma e Yuna passeando por aí com Aria enquanto que o Dragão fica de molho e o Lobo banca o poser.

 

        A estrela deste episódio é ninguém menos do que nosso velho conhecido Ichi de Hidra que, não fosse pelo grande spoiler presente no preview do episódio anterior e também no título deste, poderia realmente ser considerado um aliado da turma de bronze.

 

        As cenas que levam até o momento da luta são simplesmente preparações, necessárias para o roteiro mas pouco dignas de nota. O único detalhe que vale a pena comentar é a aparição de um novo cavaleiro de prata: Michelangelo.

 

        A surpresa vem quando Ichi veste sua armadura e Kouga reconhece o brilho de prata. Pois é, agora ele é o cavaleiro de... bem, no fansub estava escrito Hydrus, que na Wikipedia é descrita como Hidra Macho. Ou seja, não mudou muita coisa, até porque o estilo de ataque é o mesmo: garras venenosas.

 

        Ironicamente, elas parecem ser menos eficientes do que aquelas que surgem da armadura de Hidra, as quais já foram consideradas mortais. Mesmo atingido repetidas vezes pelos golpes de Ichi, Kouga ficou só com uma corzinha estranha.

 

        Até aqui tudo bem, não vi nenhum ponto realmente negativo. Contudo, a escolha do adversário de Ichi – ou seja, Kouga – foi um tanto quanto lamentável. Ele já teve uma luta contra o cavaleiro de Mosca e Yuna enfrentou uma amazona de prata no episódio anterior. Souma ficou chupando o dedo por vários episódios, então por que ele não pode enfrentar um cavaleiro de prata? Ver sempre os mesmos cavaleiros lutando é enjoativo.

 

        A seguir temos um flashback que mostra que verdadeiramente Ichi é um vendido. Lamentável, oferecendo seus ex-colegas numa bandeja de prata para poder ser um cavaleiro deste mesmo metal. Michelangelo, o “dono” do flashback, se mostra outro cavaleiro desprezível, pois só quer saber de colocar seus bonequinhos de barro pra lutar, chamando-os de “obras de arte”.

 

        Mas falemos sobre a luta entre Kouga e Ichi. O começo é praticamente um plágio da luta contra Hyoga, pois o cavaleiro de Pégaso aprende da mesma forma desagradável que as garras de – desta vez – Hydrus se regeneram quantas vezes forem necessárias e que surgem dos joelhos também. Ou, no casto desta luta, do pé. Esse Ichi é quase uma X-23. A novidade fica por conta do fato de que a nova armadura pode gerar garras de qualquer ponto, o que ao menos trouxe um fator surpresa para quem já conhecia o estilo.

 

        Em seu momento de aparente vitória, Ichi aproveita para fazer um discurso sobre o que é realmente importante no campo de batalha (como inteligência, esforço e experiência, nisto ele tem razão), mas quase caí da cadeira quando ele puxa uma rosa e, numa cena que deixaria Afrodite orgulhoso, diz que a beleza é o aspecto mais importante. De onde diabos saiu aquela rosa?

 

        E então ele faz uma referência a cisnes, uma prova evidente de que ele ainda ressente sua derrota humilhante perante Hyoga. Embora isto seja extremamente ridículo, ainda assim eu estou contente pelo fato de que desenvolveram a personalidade de Ichi muito além do que foi estabelecido pelo clássico. Sim, a personalidade dele pode causar ânsia de vômito, mas ainda assim trabalharam em cima...

 

        Acho que isso é algo bom...

 

        Para completar, ele conta sua triste história de fracassado, ficando para trás enquanto Seiya, Shiryu e Shun mitavam. Isso completa o patético discurso e explica os motivos de Ichi ter se aliado a Mars. Não que isso seja uma novidade, todos poderíamos concluir que ele traiu Athena para tentar ser fodão uma vez na vida.

 

        Haruto aproveita para roubar a cena, “sequestrando” Aria e invadindo o local onde se encontra o núcleo da terra. Por algum motivo Michelangelo desiste de lutar quando seus bonecos de pedra são destruídos, o que foi, no mínimo, broxante. Mas para o roteiro o que importa é que o Lobo conseguiu o cristal da terra.

 

        No fim, Kouga ensina uma bela lição para Ichi: que um cavaleiro não existe para fazer pose e ganhar fama, mas sim para defender Athena. Acho que essa lição serviria muito bem para um certo cavaleiro de virgem, eh Shaka? O mesmo vale para você, Afrodite. Haruto, você também não escapa.

 

        Provavelmente Ichi retornará, desta vez como um verdadeiro defensor da justiça. Quem sabe ainda haverá um final feliz para ele? Vamos torcer pelo sucesso do cavaleiro mais belo da ordem do zodíaco.

 

        Que eu não sei quem é, mas certamente não é o Ichi.

 

        E chega de Haruto, Kouga e Yuna. Quero ver Souma e Ryuho lutando contra os cavaleiros de prata, baralho!

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