EPISÓDIO 2 - VOLTA AO MUNDO EM 20 MINUTOS

01/06/2012 19:43

Volta ao Mundo em 20 Minutos

Por Julian VK

 

 

        Se tem alguma coisa que me anima a fazer estas análises de Saint Seiya Omega é a música de abertura. Dentre todas as séries animadas de SS é a que eu mais gosto, uma pena que o anime em si não acompanhe o mesmo nível.

        Bem, começamos descobrindo que Kouga foi total e completamente ownado por Mars. Ainda bem, porque seria extremamente ridículo se o grandão da cabeça acesa tivesse de fugir devido a um cavaleiro de bronze que nem sabe usar direito seu cosmo. Contudo, eu considero um tanto quanto lamentável o fato de colocarem alguém tão poderoso para ser o primeiro adversário do novo Pégaso. Afinal de contas, por que fazer ele passar uma vergonha daquelas?

        Ironicamente, parece que as coisas que valeriam a pena mudar eles optaram por manter da mesma forma. Veja Saori, por exemplo, novamente sendo capturada sem sequer resistir! É triste ter que defender uma deusa assim...

        Mas enfim, o roteiro exigia que isso acontecesse. Talvez Kouga pudesse ter enfrentado um lacaio de Mars e talvez Athena pudesse ter combatido o deus (mesmo que sendo derrotada), mas isso não aconteceu, então vamos seguir em frente.

        A única coisa que realmente ficou sem sentido nessa cena foi o ataque de Mars. Sério, parece que o cara está explodindo a ilha inteira, mas não passou de um efeito especial. Além de não ter matado ninguém, o golpe nem sequer feriu Tatsumi, e não venham me dizer que o bigode dele também se transforma em armadura! Esses caras realmente precisam aprender a ter um pouco de moderação. Se era pra ter um resultado como esse bastava explodir apenas a praia.

        A seguir ocorre algo que já é praticamente um clichê em histórias ao redor do mundo: o personagem principal sai em uma jornada e encontra aliados pelo caminho. Nada de errado nisso, por mais que seja uma proposta usada e abusada, é praticamente impossível ser completamente original hoje em dia. O único problema é que... bem... Kouga nem sequer sabia onde diabos deveria ir!

        Largaram o moleque no mundo e deixaram que o roteiro tomasse conta do resto. E vou ser sincero, o que fizeram a seguir foi muito ridículo. Outro cavaleiro de bronze encontra Kouga no meio de uma pradaria e o reconhece como cavaleiro como se tudo isso fosse algo extremamente natural.

        Não acham que é muita coincidência Souma estar passando pelo mesmo local inóspito que Kouga? E ainda por cima encontrá-lo justamente no momento em que ele estava observando seu... hã... pingente da armadura? Alguns dirão “Ah, mas ele foi enviado em uma missão para verificar o que aconteceu lá perto”. Lamento, mas essa não cola.

        Que tipo de imbecil enviaria um cavaleiro de bronze que acabou de sair das fraldas (Souma mesmo confirma, ele tem pouquíssima experiência como cavaleiro) para conferir o que aconteceu num local onde houve uma gigantesca explosão de cosmo? E olha que o Leão Menor veio de um lugar longe pra caralho, o que significa que não foi qualquer cosmozinho. A porra foi séria.

        Ou seja, torceram o roteiro até não poder mais ali. Eu até aceitaria numa boa se tivessem enviado um grupo grande de cavaleiros de bronze, dois ou três cavaleiros de prata ou um cavaleiro de ouro (essa última opção seria a mais aceitável). Mas o Souma sozinho? Que piada!

        A propósito, quando o antílope olhou torto para aqueles dois eu juro que pensei que ele os atacaria. Puxa vida, seria tão engraçado...

        Quanto à luta dos dois eu não tenha nada o que comentar. Não foi nem algo espetacular, nem uma cena dispensável. Contudo, o que vem a seguir comprovou ainda mais a falta de respeito que SSΩ demonstra pelas outras séries. Desde quando o cosmo possui elementos? Qual o elemento de Aldebaran? De Saga? De Milo? De Shura? De Afrodite?

        Mas não pára por aí, vamos avaliar os guerreiros de outros deuses. Que tal definir o elemento de Sorento? Ou de repente descobrir o elemento de Radamanthys? O elemento de Minos, talvez? Alguém sabe qual o elemento de Lune? Ok, chega, isso já está ficando ridículo. Mas não tão ridículo quanto inventar regras que contradizem de forma tão gritante o que vimos nas outras versões.

        Ainda assim, nem isso me surpreendeu tanto quanto a escolha da armadura do Souma. Lionet/Leão Menor? É SERIO ISSO? Depois do fiasco que foi Ban no clássico vocês realmente estão considerando colocar um protagonista com essa armadura? Boa sorte, Souma, eu espero que você consiga lavar a honra do seu predecessor.

        Outra coisa que eu não esperava – mas que sinceramente faz muito sentido – é o fato de Seiya ter se tornado uma celebridade entre os cavaleiros. Quem diria, hein? Mas as surpresas não terminam por aí: Saori criou uma instituição para treinar cavaleiros! Bem, depois que ela revelou para o mundo todo que eles existiam acho que não faz mal colocar anúncios na televisão e na internet dizendo “Inscrições Abertas”.

        Então chegamos à parte do episódio que inspirou o título desta análise. Kouga e Souma passaram por todo tipo de lugar, de planaltos verdejantes a desertos e em seguida florestas densas, para chegar na puta que par- digo, em Palaestra. Será possível que a equipe que está desenvolvendo esse anime precisa MESMO ser assim tão exagerada?

        Opa, agora temos uma luta contra um... hã... marciano? É esse mesmo o nome que recebem os guerreiros de Mars? Parece até piada. E falando em piada, o que foi aquela cena em que o Souma começa a apanhar no escuro? Ele simplesmente fica parado levando golpes e mais golpes. Definitivamente aquele foi o momento mais patético de todo o episódio.

        O que Aiolia diria numa situação dessas? Provavelmente “Te sento o relâmpago, leãozinho baitola”.

        Não, não estou reclamando do fato de que dois cavaleiros inexperientes apanharam. Só não consigo entender que tipo de babaca simplesmente fica parado levando porrada sem tentar nem sequer se defender. Parece até que baixou a Saori no Souma...

        Depois disso não há o que dizer. Confesso que achei a cena em que o tal Mantis é morto por um(a) aliado(a) extremamente clichê, mas ele era apenas um bucha de canhão, ninguém vai sentir falta.

        Lembram o que eu falei na análise anterior sobre lutas eclipsando o roteiro sem nexo? Bem, parece que por enquanto estou acertando. Mas ainda é cedo para conclusões definitivas, quem sabe SSΩ ainda me surpreenderá?

        Minha conclusão sobre este episódio é: os roteiristas deveriam ter lido os mangás de Saint Seiya com mais afinco. Se é que leram alguma coisa.

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