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Apresentação

Por Lucas Saguista

 

        Ao comprar uma revista informativa em uma banca de revista espera-se ter em mãos um conteúdo profissional que contendo informações de credibilidade mostre suas fontes, mas, principalmente, que a redação mostre um pingo de imparcialidade. Afinal de contas, ninguém está interessado em ler a opinião do redator, mas, sim, o resultado de sua pesquisa através de fontes e referências no discorrer do artigo, ao passo que essa seja definitivamente a diferença entre matérias elaboradas em sites “não profissionais” (por exemplo, blogs pessoais) de uma jornalística. Inclusive, mesmo com o leque de possibilidades de hoje, em termos de informação, ainda encontra-se uma forte resistência de um determinado nicho de leitores em buscar a informação através de sites da internet, o que faz esse público específico buscar as publicações impressas em função da suposta credibilidade editorial. Não é para menos, afinal, com tantas informações equívocas rolando por toda a internet, alguns leitores realmente sentem-se mais seguros em investir na notícia para qual se propõem a ler; a dependerem da sorte, por assim dizer.

 

        A primeira resenha negativa à revista Neo Tokyo ocorreu em sua 84ª edição, que destacava na capa o título “Os Ventos da Mudança” indicando uma matéria sobre Saint Seiya Ômega, redigida por Lily Carrol. Qual foi minha surpresa ao perceber que a redatora não soube conduzir o artigo por possuir total desconhecimento da animação ao qual se propunha a dissertar, porém, pior que isso, foi arrastar os leitores por cansativas seis longas páginas que, além de não possuir uma só informação coerente acerca do anime; ainda enrolou-os com opiniões desnecessárias, dignas de discussões de fóruns de subúrbio.

 

        No entanto, o caráter dessa primeira resenha nem se comparou com o da 95ª edição intitulada, na capa: “Uma Introdução ao Universo dos Santos Guerreiros”; que trouxe uma série de matérias de conteúdo duvidoso – assim como uma equipe de colunistas visivelmente despreparados – sobre os acontecimentos das diversas franquias da obra. Ora, dificilmente passaria por um editorial mais exigente – e sério – comentários como “(...) O nome Episódio G (que gera um alvoroço mental com relação à cogitação de hipóteses quanto ao significado de tal sigla)...”, afinal, além de denegrir a própria obra, também deixa em xeque a autenticidade da revista; porém, acreditava-se que após os protestos à revista ficaria explícita a mensagem de advertência ao conteúdo apresentado indevidamente.

 

        Nesse mês, a revista Neo Tokyo trouxe-nos um especial em homenagem a Cavaleiros do Zodíaco – “20 anos do anime no Brasil!”, e aquilo que indicava uma edição de luxo acabou se mostrando igual ou pior que as edições anteriores, ou seja, uma tragédia. Sob a redação de Lily Carrol pode-se notar as infelizes marcas da inexperiência tanto em relação à temática central da revista, no caso, o multiverso de Saint Seiya, assim como a notória indiferença do editorial da Neo Tokyo que, não só permitiu a publicação de matérias insuficientes de conteúdos como, também, sequer teve o trabalho de fazer uma revisão textual devida. Enfim, para demonstrar nosso respeito à obra de Masami Kurumada nós, do Quartel Canvete, buscamos responder, mais uma vez, as matérias publicadas pela revista convidando a participar conosco a representante do grupo Manitroll, Katrinnae; a líder do projeto The Lost Canvas Vomic, Julia de Aquino; e o autor d’A Crítica Sincera Imparcial de Next Dimension, Leonardo Melo.

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