Kingdom Hearts

SOBRE A ADAPTAÇÃO DE KINGDOM HEARTS PARA MANGÁ

09/04/2020 00:56

Sobre a adaptação de Kingdom Hearts para mangá

Por Leonardo Rossi

 

    Kingdom Hearts é uma série de jogos eletrônicos RPG de Ação, o qual é desenvolvido através da colaboração entre Square Enix e a Disney, que mistura os universos de ambas as empresas inseridas em um universo com personagens originais. Distribuído primeiramente no Japão, onde o mesmo fez (e faz) o maior sucesso, o jogo sempre sofreu dificuldades em se difundir no Ocidente pelas questões de ser um jogo muito “japoneizado”. Por causa disso, durante o período entre os anos de 2003 e 2005, os produtores resolveram expandir o jogo para outros mercados e para outras mídias e lançaram Kingdom Hearts em formato de Mangá. Shiro Amano, por ter experiências semelhantes, serviu Tetsuya Nomura, que ficou responsável pela arte. O desenvolvimento do mangá resultou em 4 volumes com o total de 600 páginas, e a sua adaptação levou os fãs a avaliarem a obra em 7.4 no MyAnimeList (https://myanimelist.net/manga/396/Kingdom_Hearts).

    Mas enfim, o que vale mais a pena: Jogar o Game ou Ler o Mangá?
Para responder essa pergunta para você, devemos compreender que o jogo serviu de adaptação para a história em quadrinhos. Por causa disso, irei fazer um paralelo entre ambos os conteúdos midiáticos para julgar a qualidade da adaptação do mangá.

 

KINGDOM HEARTS 1 X KINGDOM HEARTS: MANGÁ

 

Kingdom Hearts 1 como Kingdom Hearts: Mangá apresentam uma linha de história teoricamente básica, eu disse teoricamente viu? Os nossos protagonistas – Sora, Donald e Pateta –  tem 3 grandes objetivos ao longo do jogo: 
Encontrar o Rei Mickey, que sumiu para resolver alguns mistérios.
Encontrar Kairi e Riku, uma vez que após o CRACK que a Destiny Island (Moradia de Sora e seus dois outros amigos) sofreu, eles estavam perdidos no “espaço”.
Selar as trevas que começaram a recorrer nos mundos visitados por eles, uma vez que Sora é o portador da única arma que pode fazer isso: A Keyblade.
É sobre esses aspectos que ambas as histórias giram e fazem Kingdom Hearts ser tão amado, pois ele junta a nostalgia Disney com a Amizade e o Amor, é como se fosse a junção de uma das coisas mais amadas pelos norte-americanos e japoneses.
Devido a essa intensa transição entre diversos mundos, as vezes de País das Maravilhas (Alice) e Agrabah (Aladdin), que torna a história do jogo tão bem desenvolvida para o estilo RPG de Ação, mas ao mesmo tempo é essa transição que torna o roteiro do mangá tão superficial. O jogo sabe muito bem aproveitar e desenvolver a história e os seus personagens, tanto em habilidade quanto em experiência e amadurecimento, isso ocorre porque desde a jornada de Sora, ele experimenta diversas batalhas e as famosas “histórias de vidas” de outros personagens/amigos que o faz amadurecer como pessoa e como portador da Keyblade. Você chega ao final do jogo com um vinculo tão forte com o protagonista, que você compra as suas ideias, além de acreditar no seu potencial. Embora o mangá seja apenas uma adaptação de um jogo de quase 100 horas, o que torna normal não conseguir trazer toda a complexidade em si, a história em quadrinhos aborda a história de uma maneira rasa e superficial demais, fazendo que quem o leia antes de jogar o game, tenha um choque de realidade.
Mas afinal, qual o motivo dessa superficialidade?
Bom, o mangá é composto por 4 volumes, divididos em quase 45 capítulos somando um total aproximado de 600 páginas, o que o torna apenas uma recapitulação da história original. O ponto a ser mais criticado é a simplicidade e o desprezo do desenvolvimento da maioria das personagens, uma vez que os mesmos não lidam com tantas situações. O que não deixa de certa forma de ser um problema, afinal não é um jogo certo? Eu concordaria, mas o mangá em si passa de maneira demasiadamente rápida em 9 mundos – Traverse Town, País das Maravilhas, Agrabah, Coliseu do Olimpo, Monstro, Atlantis, Terra do Nunca, Hollow Bastion e o Fim do Mundo –  o grande problema é que são muitos mundos a serem abordados, mas por que não trabalhar somente com 6 mundos? Eu sei, eu sei, a diferença entre 9 para 6 é pouquíssima, mas eu sinceramente não acredito que trabalhar com Coliseu do Olimpo e País das Maravilhas agregue muito a história. É claro que os vilões tem o objetivo de capturar 7 princesas para concluir o seu objetivo máximo, mas dentro do mangá, somente 5 são apresentadas, será que seria de todo ruim deixar outras princesas de fora? Eu creio que não, uma vez que o mangá deveria aprofundar mais nas histórias delas e de seus mundos, até o jogo não abordou todas as princesas por não querer ficar no raso. Apesar desses defeitos, o roteiro conta com uma boa arte, que apresenta momentos cômicos utilizando os famosos chibis. 
Agora que já vimos detalhadamente a adaptação do Kingdom Hearts para quadrinhos, posso responder o que vale a pena, de fato. Por isso te digo:
Se você alguma vez na vida já jogou o Game e gostaria de ter algumas seções nostálgicas, de uma olhada no mangá, afinal, ele pode ser lido de maneira bem rápida. Caso você não jogou ou se espantou com minha opinião sobre a história ser complexamente confusa, aconselho que leia o mangá, uma vez que ele vem para simplificar a história de certa forma e é uma forma de você ter noção da história, já que o jogo não tem dublagem e nem suporte para o português. Com isso, espero que você aproveite a sua jornada em busca de ler ou jogar Kingdom Hearts!

    Para começar, ambos os produtos: Kingdom Hearts 1 e Kingdom Hearts: Mangá apresentam uma linha de história teoricamente básica (eu disse teoricamente viu?). Os nossos protagonistas – Sora, Donald e Pateta –  tem 3 grandes objetivos ao longo do jogo:

  1.  - Encontrar o Rei Mickey, que sumiu para resolver alguns mistérios.
  2.  - Encontrar Kairi e Riku, uma vez que após o CRACK que a Destiny Island (Moradia de Sora e seus dois outros amigos) sofreu, eles estavam perdidos no “espaço”.
  3.  - Selar as trevas que começaram a recorrer nos mundos visitados por eles, uma vez que Sora é o portador da única arma que pode fazer isso: A Keyblade.

    É sobre esses aspectos que ambas as histórias giram e fazem Kingdom Hearts ser tão amado, pois ele junta a nostalgia Disney com a Amizade e o Amor, é como se fosse a junção de uma das coisas mais amadas pelos norte-americanos e japoneses.
 Devido a essa intensa transição entre diversos mundos, as vezes de País das Maravilhas (Alice) e Agrabah (Aladdin), que torna a história do jogo tão bem desenvolvida para o estilo RPG de Ação, mas ao mesmo tempo é essa transição que torna o roteiro do mangá tão superficial. O jogo sabe muito bem aproveitar e desenvolver a história e os seus personagens, tanto em habilidade quanto em experiência e amadurecimento, isso ocorre porque desde a jornada de Sora, ele experimenta diversas batalhas e as famosas “histórias de vidas” de outros personagens/amigos que o faz amadurecer como pessoa e como portador da Keyblade. Você chega ao final do jogo com um vínculo tão forte com o protagonista, que você compra as suas ideias, além de acreditar no seu potencial. Embora o mangá seja apenas uma adaptação de um jogo de quase 100 horas, o que torna normal não conseguir trazer toda a complexidade em si, a história em quadrinhos aborda a história de uma maneira rasa e superficial demais, fazendo que quem o leia antes de jogar o game, tenha um choque de realidade.
 Mas afinal, qual o motivo dessa superficialidade?
Bom, o mangá é composto por 4 volumes, divididos em quase 45 capítulos somando um total aproximado de 600 páginas, o que o torna apenas uma recapitulação da história original. O ponto a ser mais criticado é a simplicidade e o desprezo do desenvolvimento da maioria das personagens, uma vez que os mesmos não lidam com tantas situações. O que não deixa de certa forma de ser um problema, afinal não é um jogo, certo? Eu concordaria, mas o mangá em si passa de maneira demasiadamente rápida em 9 mundos – Traverse Town, País das Maravilhas, Agrabah, Coliseu do Olimpo, Monstro, Atlantis, Terra do Nunca, Hollow Bastion e o Fim do Mundo –  o grande problema é que são muitos mundos a serem abordados, mas por que não trabalhar somente com 6 mundos? Eu sei, eu sei, a diferença entre 9 para 6 é pouquíssima, mas eu sinceramente não acredito que trabalhar com Coliseu do Olimpo e País das Maravilhas agregue muito a história. É claro que os vilões tem o objetivo de capturar 7 princesas para concluir o seu objetivo máximo, mas dentro do mangá, somente 5 são apresentadas, será que seria de todo ruim deixar outras princesas de fora? Eu creio que não, uma vez que o mangá deveria aprofundar mais nas histórias delas e de seus mundos, até o jogo não abordou todas as princesas por não querer ficar no raso. Apesar desses defeitos, o roteiro conta com uma boa arte, que apresenta momentos cômicos utilizando os famosos chibis.
 Agora que já vimos detalhadamente a adaptação do Kingdom Hearts para quadrinhos, posso responder o que vale a pena, de fato. Por isso lhe digo:
Se você alguma vez na vida já jogou o Game e gostaria de ter algumas seções nostálgicas, de uma olhada no mangá, afinal, ele pode ser lido de maneira bem rápida. Caso você não jogou ou se espantou com minha opinião sobre a história ser complexamente confusa, aconselho que leia o mangá, uma vez que ele vem para simplificar a história de certa forma e é uma forma de você ter noção da história, já que o jogo não tem dublagem e nem suporte para o português. Com isso, espero que você aproveite a sua jornada em busca de ler ou jogar Kingdom Hearts!

 

 

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