ENSAIO COMPARATIVO ENTRE CASTELO RÁ-TIM-BUM DE FLÁVIO DE SOUZA E CAO HAMBURGER E A SÉRIE DE HARRY POTTER DE J. K. ROWLING

27/07/2014 22:42

Ensaio comparativo entre Castelo Rá-Tim-Bum de Flávio de Souza e Cao Hamburger e a série de Harry Potter de J. K. Rowling.

Por Lucas Saguista

 

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Dedicado a Anderson Araujo

 

        Eu não pretendia realizar um ensaio acerca das possíveis referências usadas por J. K. Rowling em sua Magnum Opus, Harry Potter e a Pedra Filosofal, da consagrada série de Flávio de Souza, Cao Hamburger e Marcelo Tas: Castelo Rá-Tim-Bum, pois acreditava não se tratar de uma análise comparativa extensa. Bem, não me surpreendi ao perceber que estaria redondamente equivocado à medida que desde as mais simples citações até referências mais concretas foram aparecendo e transformando este artigo numa verdadeira tese.

        Sendo um dos primeiros – senão “O” primeiro – a levar essas impressões acerca das impressionantes menções de uma obra para a obra nos anos de “inserção” da internet no Brasil – época que se consagrou a expressão: “Inclusão Digital”, talvez, por influência da histórica rede social Orkut -; reparei que algumas pessoas tinham certa dificuldade em assimilar questões referentes à base, citação e plágio. Poucas não foram às vezes que encontrei comentários maldosos ou descuidados como “Castelo Rá-Tim-Bum é a Hogwarts do Brasil”, quando na realidade, deveria ser “Hogwarts (ou Harry Potter) é o Castelo Rá-Tim- Bum britânico”, afinal, a lendária programação da TV Cultura é muito anterior às aventuras de Harry Potter.

        Após tantos anos sem dissertar acerca daquelas teorias envolvendo ambas as histórias, decidi em homenagem ao 20º aniversário do Castelo Rá-Tim-Bum formalizar esse ensaio comparativo para discutir novamente essas questões. Lembrando que minha intenção não é diminuir nenhuma das obras, mas, sim, apontar as diversas referências e citações existentes e encerrar, terminantemente, essa tendência “Alá brasileira” de enaltecer o que é dos os outros em detrimento do que é nosso.

 

  • Prelúdio

 

        Qual não foi minha surpresa, quando navegando pela internet encontrei um artigo relatando o 20º aniversário de um dos maiores programas voltados para o público infanto-juvenil da televisão brasileira: O Castelo Rá-Tim-Bum, criado pelo dramaturgo Flávio de Souza e pelo roteirista Cao Hamburger na década de noventa. Essa série marcou a infância da geração noventista, não somente pelos personagens carismáticos maravilhosamente interpretados por um elenco cativante, mas, principalmente, pelos valores de cidadania e educação transferidos para um público muito jovem. Talvez, tenha sido exatamente essa fórmula do sucesso dessa programação fantástica: A preocupação no desenvolvimento educacional (principalmente) das crianças, que, assistindo as diversas experiências pelos ramos da arte, da literatura, da filosofia, da história, das ciências da natureza, da cidadania, da geografia, enfim, do multiverso apresentado na temática da programação, também, assimilavam as questões de certo e errado através da vivência dos personagens. Não foi a toa que Castelo Rá-Tim-Bum foi um sucesso em relação à obra primeira, Rá-Tim-Bum.

 

“Enquanto isso... No lustre do Castelo”...

 

        Uma excelentíssima escritora britânica revolucionou indubitavelmente o universo literário infanto-juvenil mundial com uma emblemática obra intitulada Harry Potter e a Pedra Filosofal: Joanne “Jo” Rowling, popularmente conhecida como J. K. Rowling, nos apresentou uma história extremamente envolvente e mágica diferente de todas as aquelas eternizadas nos contos de fadas, mudando, definitivamente, a perspectiva de bruxos e bruxas. Foi na escola de magia e bruxaria de Hogwarts que os antigos moldes criados nos contos de fadas acerca da proposta de “bruxaria” mudariam e, implantar-se-ia na mente da nova geração leitora dali em diante, um novo contexto sobre bruxos, bruxas e temas do gênero.

        Inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde, aconteceria o que chamamos de hiperleitura, ou seja, o público começaria a encontrar fragmentos de outras obras, não necessariamente literárias, e perceberia algumas semelhanças ou referenciais. Para ilustrar essa relação, usaremos Percy Jackson e o Ladrão de Raios de Rick Ryordan que, embora autêntica em proposta, explora visivelmente elementos encontrados na vasta Mitologia Clássica, em outras palavras, se o leitor reconhecer as fontes utilizadas pelo autor no decorrer dos fatos chegaremos, então, na questão da referência. Enfim, como leitor fervoroso de Harry Potter, acabei encontrando naquela época várias ligações diretas (e algumas indiretas) com a programação criada por Flávio de Souza e Cao Hamburger e, então, decidi registrá-las em uma antiga página em nível de curiosidade. Logo não foi minha surpresa ao descobrir que os fãs incondicionais dos livros de J. K. Rowling não aceitaram aqueles “absurdos”, afinal, jamais que uma autora consagrada iria se inspirar em uma programação voltada para o público infantil, ainda mais, sendo esta brasileira. Chegaram, inclusive, a inverter os fatos e alegar que o dramaturgo Flávio de Souza se inspirou na saga de Harry Potter para desenvolver o Castelo Rá-Tim-Bum, enfim, acredito ter sido responsável por uma legião de “haters” acerca deste assunto muito mais por uma questão de teimosia ou orgulho do quê por diferença crítica.

        Por tratarmos de duas obras criadas no mesmo período de tempo com intervalos curtíssimos entre si, gerou-se no senso comum uma visão equivocada acerca de coincidências, referências e plágio, afinal, gostando ou não, há uma grande quantidade de elementos que se repetem. Possivelmente – para não dizer certamente – ambas as obras possuíram a mesma origem, ou seja, tanto os criadores do Castelo Rá-Tim-Bum como a autora de Harry Potter consultaram ou se basearam em uma mesma fonte. Considerando essa hipótese, descartamos facilmente um equívoco pensamento de plágio (uma imitação descarada de algo já existente, mas apresentada como original) e ficamos somente com a opção de referências.

        “Um clássico é um livro que vem antes de outros clássicos; mas quem leu antes os outros e depois lê aquele, reconhece logo o seu lugar na genealogia.” Por Ítalo Calvino em “Por que ler os Clássicos”. Através dessa máxima, Ítalo Calvino nos adverte acerca dessa temática nos lembrando da importância de conhecermos os Clássicos, pois, além de servirem de base primordial de outras obras, seu conhecimento nos previne de sermos enganados por “falsos originais” ou “falsos clássicos”. Por isso afirmei que possivelmente as fontes que influenciaram a elaboração de Castelo Rá-Tim-Bum foram às mesmas usadas por J. K. Rowling em sua Magnum Opus: Harry Potter.

        Com base nos esforços acima, percebemos que ambas as obras possuíram uma mesma base, contudo, coincidentemente, alguns fragmentos se repetiram de maneira intrigante e, no decorrer desse ensaio, buscarei ilustrar, da melhor maneira possível, todas as ligações de Harry Potter encontradas no Castelo Rá-Tim-Bum (já que está é anterior as sagas de Rowling).

 

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Na imagem: Nino, Pedro, Biba e Zequinha

 

  • O menino de trezentos anos e o menino que sobreviveu

 

        Acredito que muitos lerão essa análise com olhares preconceituosos, afinal, quais ligações poderiam existir com o garotinho da Rua dos Alfeneiros número 4 e o garotinho que mora num Castelo no centro de São Paulo? Surpreendentemente, mais elementos que poderíamos imaginar, com certeza.

 

Ciclo Familiar

 

        Apesar de existir uma diferença traumática de versões, precisamos concordar num único ponto: Bem ou mal, Harry Potter foi criado por parentes próximos, assim como Antonino Stradivarius Victorius II (o Nino), que também mora com os tios. Obviamente, são apenas referências estéticas, pois existe uma grande diferença de convivências familiares entre os protagonistas. Enquanto Nino recebe toda uma calorosa estrutura familiar necessária para seu desenvolvimento, Harry Potter, infelizmente, não teve a mesma sorte, já que foi criado recebendo toda a discriminação e indiferença por parte dos Dursley.

 

Embaixo da Escada

 

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Quarto de Nino

        Ao tratarmos do quarto de Nino, indubitavelmente, estamos tratando do sonho de consumo da infância de toda uma geração, pois, apesar de ficar embaixo da escada, possuía todos os apetrechos cobiçados por uma criança. Desde as paredes cobertas por quadrinhos dos mais variados tipos e estilos, aos baús lotados de brinquedos e coleções dos mais variados gostos, enfim, era um quarto de “rico” em relação ao de Harry, que só tinha uma cama com um armário velho do lado. Sim, a única relação existente é a localização do quarto, pois existe um abismo de contextos separando as realidades familiares de Nino e Harry.

 

Sonho comum

 

        Com exceção do primeiro livro Pedra Filosofal, que Harry não fazia ideia que seria matriculado na Escola de Magia e Bruxarias de Hogwarts, então, podemos desconsiderá-lo. Agora, diferente dos outras obras, vemos uma insistente aflição de Harry sempre que chega o momento dos Dursley assinar sua autorização para frequentar Hogwarts.

        Eis, uma das poucas graças não concedidas a Nino, afinal, nenhuma escola aceitaria um menino de trezentos anos de idade, segundo Dr. Victor. Independente dessa obstinação em comum entre os garotos, ambos conseguem realizá-lo de alguma maneira. No caso de Nino, o acesso ao conhecimento fornecido na escola se dá através do cotidiano cultural do Castelo, e não através de uma escola em si.

 

Solidão

 

        Não estaria sendo dramático ao afirmar que os capítulos iniciais de Harry Potter e a Pedra Filosofal causaram duas impressões nos leitores: 1) Comoção, devido aos maus tratos dirigidos gratuitamente por parte dos Dursley; 2) Gargalhadas, afinal, as hostilidades dirigidas a Harry eram espontâneas a ponto de chegar a descontrair até o leitor mais impressionado. O resultado de uma infância cheia de privações não poderia ser diferente: Harry não tinha amigos, por isso, tornou-se um garoto carente e solitário.

        Evidentemente, o contexto de Nino era completamente diferente no quesito ciclo familiar, conforme comentado acima, entretanto, também se sentia solitário, pois não tinha amizades além das criaturas mágicas, animais falantes, fantoches e objetos animados do Castelo. Tivemos o reflexo das consequências dessa solidão no episódio “Tchau não, até amanhã”, onde ele pega uma peça nas crianças ao invés de tentar se socializar. Enfim, encontramos em ambos os personagens essa característica que ficou evidente à medida que foram conhecendo e se agregando ao novo contexto que estavam vivenciando.

 

  • Um castelo escola e uma escola castelo

 

        Não estaria exagerando na afirmação que ambos os “cenários” tem uma abordagem muito maior que de simples paisagens e, não estaria equivocado ao afirmar, que ambos são tão importantes quanto qualquer personagem da obra ou do contexto, pois, afinal, também são personagens. Exatamente, tanto o Castelo como Hogwarts são personagens no universo de cada uma das histórias, pois interagem com o leitor/espectador e também com os personagens de maneira autêntica.

        “Hogwarts sempre ajudará a quem a ela recorrer. Eu sempre me orgulhei da minha habilidade de formar uma frase. Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia, capazes de causar grande sofrimento e também de remediá-los. Mas eu diria, neste caso, reformulando minha frase original, Hogwarts sempre ajudará aqueles que merecerem.” Por Albus Dumbledore em “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Se acreditarem que essa é a única passagem onde Hogwarts é apresentada como personagem da obra, infelizmente, eu diria que estão redondamente enganados, pois, em diversos momentos e passagens no livro, é mostrada sua influência e intervenção efetivamente na história. Lembram-se de “Harry Potter e a Câmara Secreta” quando Fawkes aparece diante do Basilisco para auxiliar Harry? Sei que não é novidade para ninguém, mas existem muitos detalhes no livro que exigem um pouco de atenção, afinal, se considerarmos que as câmaras não haviam sido descobertas antes, as chances de Fawkes ter encontrado por acaso aquele local eram mínimas, então, novamente percebemos a influência de Hogwarts ativamente na história. Existem outras ocasiões semelhantes, por exemplo, em “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, a Sala Precisa se manifesta para os estudantes; entretanto, limitar-me-ei a contextualização apresentada acerca da individualidade de Hogwarts.

        Ao tratarmos desses personagens devemos atentar para todos os elementos que os compõe e individualizam, e não somente as extensões da estrutura em si. Se fôssemos considerar a arquitetura antroposófica mesclada com gaudi do Castelo e a arquitetura gótica de Hogwarts, inspirada no Castelo Neuschwanstein da Alemanha, estaríamos nos limitando ao assunto e, obviamente, aos personagens. Portanto, todos os elementos que fazem parte da composição desses cenários-personagens por mais individualizados que possam ser também fazem parte do todo, então, serão mencionados aqui.

 

Os Quadros e a Senha

 

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As Meninas de Diego Velasquez

 

        No decorrer da programação do Castelo Rá-Tim-Bum tivemos a oportunidade de apreciar uma quantidade relativamente boa de obras como, por exemplo, As Meninas de Diego Velasquez, O Nascimento de Vênus de Sandro Botticelli. No entanto, nem todos os quadros possuíam contexto histórico cultural, alguns quadros tinham a específica função de interagir, oras com o espectador, oras com os protagonistas, como foi o caso do retrato do Dr. Victor, que piscava os olhos em negativas ou afirmativas as diversas situações. Houve, inclusive, um episódio que o personagem Mau aparece na paisagem de um dos quadros para conversar com as crianças.

        Em Hogwarts, em contrapartida, não existe um comprometimento histórico cultural em relação à distribuição dos quadros, entretanto, todos os quadros possuem vida própria e, inclusive, os personagens possuem personalidades bem marcantes. Por exemplo, A Mulher Gorda (também conhecida como Dama Gorda) tem a função de guardar a Torre da Grifonória e, é necessário o conhecimento prévio da senha, para ter acessos aos dormitórios.

        Antes de encerrarmos esse quadro, gostaria de lembrar um personagem importante que aparece em absolutamente todas as ocasiões que o Castelo tem visitas: O Porteiro, um ser mecânico, que só permite a entrada de visitantes se responderem a senha. Sempre que respondidas corretamente, ele liberava a entrada com a famosa frase “Klift Kloft Still, a porta se abriu!”.

 

As Bibliotecas

 

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Biblioteca do Castelo

 

        Como toda escola, Hogwarts não poderia ficar sem uma biblioteca grandiosa e, como era esperado, existem dezenas de milhares de livros, milhares de prateleiras e centenas de corredores estreitos subcategorizados de acordo com as seções. Fecha suas portas diariamente às 08:00 horas e os livros são impregnados por feitiços para impedir danos e prováveis roubos por parte dos alunos.

        No Castelo, a biblioteca conta com um acervo de exatamente 1005 livros, sendo, alguns, exemplares raríssimos existentes somente ali (os esboços de anatomia de Leonardo da Vinci, por exemplo, são umas dessas peças raríssimas). Enfornado dia e noite nesse local, encontra-se o Gato Pintado que acabou, com o tempo, por encarregar-se de cuidar daquela peça.

 

O Tabuleiro de Xadrez e a Sala da Lareira

 

        No 89º episódio intitulado “Festa de Despedida”, Dr. Victor e Morgana jogavam o xadrez localizado na mesinha da Sala da Lareira e, impressionantemente, as peças se moviam conforme a vontade dos jogadores. Em Harry Potter, as peças de xadrez são cantadas, ou seja, os movimentos são coordenados e as peças ganham vida e realizam a jogada. É conhecido como xadrez de bruxo e foi muito focado em Harry Potter e a Pedra Filosofal.

        Um detalhe que valeria a pena ressaltar acerca dessa parte: ao passarem pela Mulher Gorda, os estudantes chegam a uma antessala contendo confortáveis poltronas e uma grande lareira. Embora não seja a famosa Sala da Lareira que conhecemos no Castelo, este cômodo lembra esteticamente a sala de Nino. Obviamente, existem muitos elementos que não se repetem como o Desenhista Mágico, o João de Barro e as Patativas, a Caixinha de Música, o Circo, a Pienola e o Telekid, afinal, essas propostas fazem parte das teorias construtivistas de educação do Castelo, ou seja, eram quadros específicos sobre essa temática.

 

Passagens secretas e o monstro das câmaras

 

        Dificilmente uma grande construção com uma estrutura de um Castelo não deixaria de ter passagens secretas e entradas ocultas nos mais impossíveis lugares. Não vamos longe, tanto no Castelo como em Hogwarts essas passagens existem em variados e inconcebíveis lugares, por exemplo, no Castelo, conseguimos perceber três passagens secretas, sendo duas delas apresentadas na programação e outra na adaptação em 1999.

        Desconsiderei o quarto de Nino como um cômodo secreto, mesmo sabendo que é preciso saber qual soldado mover para liberar a “porta” (parede), então, considerei a passagem existente na biblioteca que dá acesso a oficina do Dr. Victor. Para acessá-la, é preciso saber livro acionará o mecanismo para liberar a parede falsa. A outra passagem secreta foi descoberta por Dr. Abobrinha em sua fuga pela escadaria que dava acesso para os aposentos de Morgana. Ele entrou num armário que, na realidade, era um grande túnel que despejava direto no lixo produzido pelo Castelo. No filme, curiosamente, a passagem usada por Nino e por seus amigos para acessar o Castelo clandestinamente foi à mesma (hipoteticamente) usada por Dr. Pompeu Pompílio Pomposo. Entretanto, diferente daquela passagem usada por Dr. Abobrinha, essa passagem usada por Nino os conduziu até o covil habitado por Mau e os outros, e não o hall do Castelo.

        Em Hogwarts existem diversas passagens secretas – sendo muitas usadas por Filch para emboscar os alunos – como aquela do terceiro andar que tinha a estátua de uma bruxa corcunda de um olho só. Era necessário proferir “Dissendium” para liberar a passagem que levava à Dedosdemel. Na realidade, existem diversas passagens secretas em Hogwarts: a passagem abaixo do Salgueiro Lutador que conduzia a Casa dos Gritos, a passagem que ficava atrás do espelho no quarto andar, a passagem da Sala Precisa que levava até o Pub Cabeça de Javali, fora as outras quatro passagens secretas conhecidas por Filch.

        Aproveitando o ensejo, gostaria de lembrar em nível de curiosidade do “Mal que vive nas câmaras ou seria o “Mau que vive nas câmaras”? Enfim, seria interessante lembrar que nos encanamentos do Castelo vive uma criatura estranha chamada Mau e, que nos encanamentos de Hogwarts, também existia uma estranha criatura. Obviamente, a referência nessa parte existe apenas em termos de citação, porque de contextualização, são casos completamente distintos.

        Uma última curiosidade para encerrar esse tópico: No episódio especial de Natal intitulado “Hora de Dormir”, Nino fala para Daniel “seguir o ratinho”. Nesse momento, uma passagem mágica se abre no quarto do garoto que, seguindo o ratinho, acaba chegando ao Castelo.

              ...

 

        Para encerrar essa grande abordagem falando sobre o Castelo e Hogwarts, gostaria de justificar o título “Um castelo escola e uma escola castelo”. Como sabem, apesar de Nino não frequentar uma escola, o cotidiano do Castelo possui uma rotina educativa que faz dele uma escola, enquanto Hogwarts, que é uma escola e possui todas as estruturas de uma, possui um lado mais misterioso, que conduz os personagens as mais diversas aventuras. Esses foram os motivos para a escola do título.

 

 

  • Personagens semelhantes

 

        Embora tenha assistido no cinema a estreia de Harry Potter e a Pedra Filosofal, confesso que não captei inicialmente tantas referências – ainda mais para elaborar uma análise dessa proporção -, contudo, com a aparição do personagem Dobby em Harry Potter e a Câmara Secreta, todos os meus sentidos ficaram atentos para as possíveis referências que poderiam surgir. Nessa seção deste artigo comparativo, destinarei exclusiva a relação existente entre muitos personagens, desde referências implícitas a citações mais estéticas. 

 

Godofredo e os Elfos Domésticos

 

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Godofredo e Mau

        Juro sinceramente que sempre desconfiei dessa semelhança, afinal, basta compararmos as longas orelhas pontiagudas, os esbugalhados olhos expressivos, o corpo magricela e curvadinho para estabelecermos uma relação direta entre os elfos domésticos de J. K. Rowling com o Godofredo de Flávio de Souza. Mais que isso: as comparações vão além da aparência estética, pois, em termos de personalidade, novamente temos uma referência direta e objetiva: a esperteza gentil mascarada por uma face oprimida, eis que não podiam ser mais parecidos. Particularmente, o Godofredo é um personagem facilmente comparável a Dobby, o elfo doméstico dos Malfoy, sem sombras de dúvidas.

 

Um ratinho caprichoso e um ratinho assassino

 

        Acredito que uma geração inteira cante o “sai preguiça, sai sujeira” do ratinho do Castelo na hora de tomar banho, já que esse personagem icônico possuía um quadro especialmente para ele. Por questões visuais (graças aos céus!) a única semelhança existente entre o ratinho do Castelo e o Perebas, o rato doméstico de Rony Weasley, é o motivo de serem “roedores”.

        Em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, descobrimos que Perebas, na realidade, é Pedro Pettigrew, o dissimulado traidor.

 

Gato Malhado e o Bichento

 

        Apesar de ficarmos apenas no âmbito das aparências nesse caso, devemos considerar que o Kneazle de Hermione não é um gato normal. Possui as características descritas em Animais Fantásticos e onde habitam: um animal tipo gato, muito inteligente que consegue detectar quando não se pode confiar nas pessoas, pessoas suspeitas. No caso, o Gato Pintado é um gato especial por ter aprendido a falar e ler e, esteticamente falando, são muito parecidos (apesar do Gato Pintado não ter a cara amassada).

 

A melhor amiga do protagonista

 

        Aqui, as referências são mais internas, ou seja, não estamos tratando de referências visuais, apenas de referências implícitas. Apesar de não ser uma bruxa – nem feiticeira – Biba é, de longe, a mais inteligente do grupinho dos garotos composto por Nino, Pedro e Zequinha, tanto que várias vezes acha graça das bobagens dos meninos. Hermione não foge a regra: é a garota mais aplicada da classe e a que possui respostas para todas (quase) as adversidades que cercam os personagens.

 

O Girassol e o Salgueiro Lutador

 

        Embora não seja uma árvore como o Salgueiro Lutador, o Girassol é extremamente temperamental e ataca ferozmente todos que se aproximavam dele. Dificilmente alguém consegue se aproximar daquela planta sem sofrer alguma investida, assim como o Salgueiro Lutador, que praticamente destruiu o carro dos Weasley.

 

Conheço uma pessoa que se interessaria muito por isso... Uma não! Duas!

 

        Aproveitando a deixa para o assunto, não podia deixar de mencionar os gêmeos cientistas, Tíbio e Perônio, com os irmãos Weasley mais debochados da obra: Fred e George! Apesar de não serem cientistas, Fred e George foram autores de várias criações, como os fogos de artifício que perseguiram a Dolores Umbridge em “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. Apesar da referência existente em comum entre os gêmeos – o próprio fato de serem gêmeos – existem algumas mais implícitas, como as cenas cômicas e o humor característico.

 

Nem toda rosa é uma rosa

 

        Ainda bem que a única referência existente entre Penélope, a simpática jornalista amiga dos moradores do Castelo, e Dolores Umbridge é seu fascínio pela cor rosa, notoriamente conferida em seus figurinos. Umbridge tornou-se professora em “Harry Potter e a Ordem da Fênix” de Defesa contra a Arte das Trevas e atormentou os alunos naquele ano.

 

Adelaide e as corujas

 

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Adelaide e Morgana

        Algumas páginas virtuais estabelecem relações estéticas entre a gralha de Dona Morgana, Adelaide, e Hedwig de Harry, entretanto, poucas falam a respeito. Primeiramente, como esclarecido acima, Adelaide é uma gralha, não uma coruja, logo, a única comparação visível acerca dessas personagens é que tratam-se de aves, entretanto, anos atrás, quando estabeleci o comparativo entre elas, esse simplório quesito sequer foi considerado.

        As corujas em Harry Potter possuem uma função específica – sim, muito antes de serem tratados como animais de estimação – que é a de entregar correspondências e, ironicamente, Adelaide serve de porta voz de Morgana. Inclusive, houve um episódio de Adelaide encaminhar uma carta de Morgana a Nino, mas, essencialmente, a função de Adelaide era de servir de meio de comunicação de Morgana aos moradores do Castelo. Ou seja, a grande referência nesse quesito se encontra muito mais na função desempenhada por estas aves do que o fato de serem de aves.

 

Rúbeo Hangrid e Caipora

 

        Embora encontremos em muitos sites comparações entre Rúbeo Hangrid e Etevaldo, um alienígena amigo do Dr. Victor, não consegui estabelecer relações entre os personagens, pois, de fato, a única conexão viável seria de ser “diferente” apenas. Infelizmente, essas interpretações não possuem ligação nenhuma com as estabelecidas por mim no decorrer dos anos de análise e comparações.

        Evidentemente, não deve ser nenhum tipo de novidade para vocês, leitores, que o personagem Rúbeo Hangrid funciona como elo entre o mundo de Hogwarts e o mundo místico ou natural. Em diversos momentos encontramos Hangrid envolvido com algum ser fantástico (que buscarei explanar a frente em um tópico apropriado) como, por exemplo, a busca pelo Unicórnio. Outras situações aconteceram, como seu encontro com Firenze, o centauro que aparece em Harry Potter e a Pedra Filosofal na Floresta Proibida, ou sua amizade com Aragog, uma aranha gigantesca que aparece em Harry Potter e a Câmara Secreta, ou Bicuço, seu Hipogrifo de estimação (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban); enfim, Hangrid funciona como elo entre o que seria mundano com o místico.

        E, não distante disso, Caipora também é uma personagem de ligação entre tudo àquilo que é presente com a cultura sobrenatural vindo lá dos povos indígenas, ou seja, do mundo contado nas lendas. Destinarei um tópico comentando especialmente acerca das abordagens mitológicas presentes e apresentadas em ambas as séries, mas, essencialmente, essa é a relação existente entre esses dois personagens que servem como intermediário para dois mundos distintos.

        Em nível de curiosidade, gostaria de trazer aqui outro personagem presente em Harry Potter que também fez referência a personagem Caipora: a professora de Herbiologia, Pomona Sprout. Devido a seu jeito bonachão, cabelos desgrenhados e roupa suja de terra em “Harry Potter e a Câmara Secreta”, o figurino de Sprout, assim como sua plantação de mandrágoras, que foram usadas para criar uma poção a fim de extrair a maldição do Basilisco; acabaram fazendo uma ligação com a personagem Caipora.

 

Chapéu Seletor e os Objetos Animados

 

        Assim como no Castelo Rá-Tim-Bum na consagrada obra de J. K. Rowling: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, também possui personagens não humanos, no entanto, não estou falando dos personagens fantásticos, e sim, de objetos animados. Um dos personagens mais marcantes desse meio é o Chapéu Seletor, que tem a incumbência de selecionar os calouros de acordo com as suas personalidades e convicções para as casas destinadas.

        Na programação de Flávio de Souza, alguns personagens ganharam funções específicas também, como o Livro Mágico, que tem a responsabilidade de guardar o conteúdo registrado por Morgana. Sua função se limita a, exclusivamente, guardar os registros da usuária de outras pessoas. Outros personagens com personalidade própria também apareceram no decorrer da série como, por exemplo, Tap e Flap, um par de botas falantes que rimam.

 

Celeste e outras cobras sem braços e pernas

 

        Independentemente das propostas de uma obra para a outra, existe um detalhe importante que devemos ressaltar: a presença de uma cobra como fator predominante na história. Apesar de Celeste não ter o mesmo desenvolvimento narrativo e estrutural que o enredo das “cobras” em Harry Potter, existe algumas semelhanças e pontes, que podemos estabelecer e, por coincidência, ou não, encontrar relações bem distintas sobre as visões das obras.

        Se considerarmos que a habilidade de Harry Potter falar com as cobras faz dele alguém especial, então, Nino e seus amigos poderiam se considerar uns privilegiados, afinal, embora não sejam “ofidioglotas” (e Celeste fale a mesma linguagem dos humanos), todos conversam com Celeste. Evidentemente os contextos são completamente diferentes, mas existe esse ponto em comum em ambas as histórias, aliás, existe, na realidade, uma verdadeira abordagem em torno do misticismo das cobras nas obras de J. K. Rowling.

        Na realidade, o ponto realmente relevante acerca dessa temática em toda a obra de Harry Potter não se dá somente pela capacidade de comunicação com as cobras, mas sim, com o conjunto de elementos, dentro dessa mesma proposta, que as faz fundamentais no roteiro. Coisa que também vemos no Castelo, afinal, Celeste é uma personagem central da história, sendo, muitas vezes, a principal responsável pelos acontecimentos envolvendo a trama. Se Rowling teve a oportunidade de conhecer a cobrinha rosa de sotaque marcado, infelizmente, não temos como saber, entretanto, a primeira cobra com quem Harry teve contato no zoológico, coincidentemente, ou não, era brasileira.

 

Bruxas Fantásticas

 

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Morgana

        Antes de qualquer coisa, gostaria de comentar que a relação existente entre a personagem Ana Morgana Maria Gioconda Teresa Cecília Luísa Astrobaldo Demétrio Fonseca Stradivarius, conhecida como Dona Morgana no Castelo, e Minerva Ross McGonagall, a diretora da Casa da Grifonória em Harry Potter está muito além do simples fato de serem bruxas. Normalmente encontram-se vertentes de pensamento – não tão elaboradas como eu gostaria que fossem, mas não vem ao caso – relacionando as duas, mas, nos 100% dos casos só é estabelecido entre elas à relação de serem as mulheres bruxas mais antigas e poderosas, nada mais, nada menos.

        Sem mais delongas, devemos considerar algo muito mais importante entre as personagens do que suas posições e idades: ambas possuem um afeto muito grande pelos protagonistas. Embora Morgana seja tia-avó de Nino, Minerva, que nada é de Harry, possui um apreço muito grande pelo garoto, mesmo não sendo da família. Em “Harry Potter e a Câmara Secreta”, por exemplo, Minerva não penaliza Harry e Roni por terem usado magia fora de Hogwarts, sendo que Severo Snape advertiu que era caso de expulsão. Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, Minerva se indispõe com Albus Dumbledore em defesa de Harry, pois era um garoto “não um pedaço de carne”.

        No episódio Hora de Dormir, Gabriel, um dos amigos de Nino, foi transformado num sapo por uma bruxa que invadira o Castelo. Antes que esta investisse contra Nino e os presentes, Morgana irrompe no hall de entrada e domina a situação em defesa do sobrinho. Na adaptação de “Harry Potter as Relíquias da Morte” acontece uma cena semelhante, afinal, a professora Minerva se coloca diante de Severo Snape e outros comensais para defender Harry.  Se pudermos chamar isso de instinto maternal, eu não sei, entretanto, algumas ações dessas personagens fazem alusão a esse tipo de elo.

Deixei esse tópico para o final, porque as comparações externas são as mais visadas, então, existe uma relação realmente no que se diz respeito à idade e a posição dessas personagens icônicas. Apesar do tempo de vida dos bruxos do universo do Castelo ser muito maior (considerando que Morgana completou 6.000 anos em um episódio da série), ambas as personagens estão numa “faixa etária” condizente que indique sua “terceira idade”. Ainda assim, isso não quer dizer que sejam anciãs incapazes, pelo contrário, a longevidade das bruxas proporcionou igualmente uma alcunha respeitável no quesito poder. E isso é indiscutível.

        Aproveitando o ensejo, gostaria de falar sobre a vassoura mágica de Morgana, Valdirene, que foi tema de alguns episódios como, por exemplo, o primeiro da série. Tudo bem que essa questão de bruxas voarem em vassouras não é novidade, entretanto, é uma relação interessante após se estabelecerem tantos elementos de uma obra à outra. Inclusive, o próprio projetor Felizbeto de Morgana, usado para contar suas histórias, também, é um elemento que aparece em algumas aulas como as de Severo Snape sobre os lobisomens, enfim, existem muitas coincidências ou reaproveitamento de ideias em Harry Potter.

 

Grandes professores

 

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Dr. Vitor

        E, para encerrar essa parte com chave de ouro, não poderia deixar passar batido dois importantíssimos personagens dessas obras maravilhosas que encantaram as pessoas pelas gerações: Victor Astrobaldo Stradivarius Victorius, o Dr. Victor de Castelo Rá-Tim-Bum e Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore, o diretor Dumbledore de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Poucas não são as páginas que fazem aproximações entre ambos pelos mesmos motivos apresentados acima (leia neste artigo Bruxas Fantásticas), ou seja, as comparações se prendem mais ao campo visual, ou seja, ignora completamente a abordagem em torno destes personagens.

        Para início de conversa, ambos os personagens tem uma relação extremamente forte com os protagonistas, servindo, inclusive, de norte para os mesmos. Se lembrarmos de que Fawkes, em “Harry Potter e a Câmara Secreta”, só vai ao encontro do garoto pela fidelidade dele a Albus Dumbledore, conseguindo, então, enxergar essas fortes relações entre os personagens.

        Outro fator importante envolvendo esses personagens é que eles são os indivíduos centrais das tramas, cada um a seu modo, influenciando e interferindo no desenrolar dos acontecimentos de maneira fundamental. Basta Considerarmos todas as intervenções de Dr. Vitor nos desentendimentos de Nino e as crianças como um porto seguro forte e reconciliador e, obviamente, as incontáveis vezes em que Dumbledore intervém diretamente nas regras em reconhecimento as ações de Harry para enxergarmos essas qualidades.

        Por fim, assim como Dona Morgana e Minerva, Dr. Victor e Albus Dumbledore, embora sejam os mais velhos de cada obra, são os mais poderosos e respeitados bruxos, servindo, inclusive, de contraponto a altura do vilão. Aliás, normalmente, em ambos os casos – apesar dos contextos diferentes – são eles os responsáveis pela derrocada do vilão.

 

O especulador imobiliário e o mestiço

 

        Infelizmente, as relações estabelecidas entre os personagens em alguns lugares estacionaram-se no campo referente à vilania, entretanto, existe um ponto além desse que será abordado sucintamente aqui. Acredito não estar contando novidades a ninguém quando afirmo que Lord Voldemort tinha como objetivo controlar o mundo da magia somente com as famílias bruxas de puro sangue, assim como exterminar as famílias mestiças, os abortos e, posteriormente, através da magia negra, obter a imortalidade. Entretanto, existia um adento, ele também ambicionava assumir a direção de Hogwarts e, para isso, precisava tomar posse da escola. Eis, para fins de comparação, a única relação existente entre o especulador imobiliário Dr. Pompeu Pompílio Pomposo, vulgo Dr. Abobrinha, com o grande vilão da série de Harry Potter: tomar posse do Castelo Escola e da Escola Castelo.

 

  • Conexão Mitologia

 

        Uma temática constantemente presente nos roteiros de Cao Hamburger e nas histórias de J. K. Rowling é, certamente, a questão da Mitologia. Referências a seres e criaturas da Mitologia Clássica são mencionadas a todo o momento, inclusive, fazem parte ativamente das obras.

        No Castelo existem algumas dessas criaturas fantásticas, tais como as bondosas fadinhas do lustre, Lana e Lara, no entanto, volte e meia, visitas inesperadas aparecem como a caótica Caipora, uma entidade da mitologia tupi-guarani, o Saci Pererê, um personagem folclórico de um negro maléfico de uma perna só e, uma única vez, o Cupido, deus filho de Vênus e de Marte da Mitologia Clássica.

        Em Harry Potter e a Pedra Filosofal, assim como sua sequência, diversos personagens referentes à mitologia clássica apareceram também (conforme comentado em alguns trechos acima) para enriquecer e abranger ainda mais os horizontes da obra. Eis, que encontramos, até mesmo nessas questões referentes ao universo geral das obras, várias ligações que acabam fazendo, tanto de Castelo Rá-Tim-Bum como de Harry Potter obras irmãs. 

 

  • Conclusão

 

        Conforme havia comentado inicialmente, fui um dos responsáveis por essas discussões acerca de impressões sobre ambas as obras discutidas e, obviamente, sou fã incondicional das duas, o que sempre me permitiu, de maneira bem franca, uma visão romântica e sonhadora sobre essas comparações. Podemos ver, através desse ensaio comparativo a grandiosidade referencial existente em Harry Potter e a Pedra Filosofal e suas ramificações sobre o Castelo Rá-Tim-Bum de Flávio de Souza e, a partir dessas impressões, dissolver um ponto de vista preconceituoso em cima de um suposto plágio e aderir a hipótese de uma fonte comum, capaz de servir de alicerce para a construção de duas grandes, maravilhosas e eternas obras primas do universo infanto-juvenil.

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