EPISÓDIO 43 - A RESSUREIÇÃO DOS DEUSES DA GUERRA! INVADAM A ÚLTIMA CASA!

17/02/2013 07:46

A RESSUREIÇÃO DOS DEUSES DA GUERRA! INVADAM A ÚLTIMA CASA!

Por Lucas Saguista

 

        Acompanhando a repercussão da última análise que realizei sobre Saint Seiya Ω cheguei a seguinte conclusão: Essa série seria melhor se não carregasse o legado de “Saint Seiya”. Sabem o porquê de afirmar isso? Digamos que além do enredo não ter absolutamente nada a ver com a proposta da obra pioneira, por vezes, é tão contraditório que parece não estar tratando de Cavaleiros do Zodíaco. E, só entre nós... Perceberão isso com o desenvolvimento dessa análise que, se não fosse a minha mente criativa ter que fumegar para funcionar, não sairia nenhuma linha a respeito desse episódio, infelizmente. Para vocês terem uma idéia de quão contraditório essa série está se saindo.

 

        As regras continuam a mesma da edição anterior: Apenas comentarei os elementos que conflitam com as obras pioneiras, portanto, percam as esperanças de verem a minha opinião sobre a história do episódio. Grifarei, obviamente, todas as controvérsias e fraquezas do roteiro, mas, dessa vez, denunciarei uma plagia inadmissível de um personagem místico do universo de The Lost Canvas: Yohma de Mefistófeles!

 

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Nota do autor

 

  • O Retorno do Diretor

 

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        É indubitável que as atenções desse episódio – intragável – se concentraram no personagem Amor de Peixes, que não só se destacou por sua personalidade diferenciada (ponto que comentarei a frente, ou não) como também por seu poder avassalador (muito sinistro). Entretanto, como puderam perceber, a construção desse personagem (e quero que guardem bem essa palavra...) não passa de uma verdadeira – e descarada – plagia de um dos maiores vilões do universo de Saint Seiya: Yohma de Mefistófeles!

 

        Antes que comecem a me contrariar com argumentos de segunda categoria como: “Está dizendo isso apenas pelas expressões usadas pelo personagem” ou algo do gênero -, já digo que nenhum dos analistas desse site faz parte desse povinho mixuruca que não sabe argumentar. Para os leitores de Saint Seiya – The Lost Canvas os trechos a seguir nem serão uma grande novidade, pois, bastará juntar “a” + “b” para perceberem a grande canalhice dos roteiristas dessa imundice; entretanto, para os que não acompanharam a obra de Shiori Teshirogi, tudo será uma grande novidade.

 

        Como todos sabem, o personagem Yohma de Mefistófeles apareceu pela primeira vez no capítulo 161 para enfrentar Aspros de Gêmeos, que traiu Alone e tentara matá-lo. Só nesse trecho, percebe-se que algumas coisas muito similares aconteceram no roteiro de Saint Seiya Ω, não é? Por acaso o personagem Amor de Peixes não apareceu pela primeira vez para enfrentar Micenas de Leão, que traiu e tentara matar Medea?

 

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        E, por coincidência do roteiro – ou ironia – esses dois participantes de última hora derrotam facilmente seus adversários demonstrando ter um poder anormal. Acredito que a maioria que acompanha essa série não reparou ou percebeu esse tipo de xérox barato e rasurado, mas era evidente que esse detalhe não passaria despercebido perante meus olhos.

 

        Ainda nesse trecho, outra situação (por pura coincidência, imagina...) torna a aparecer nessa história! Idêntica em todos os detalhes a obra mãe! O Cavaleiro de Peixes torna-se o assassino do mestre de um dos Cavaleiros de Bronze da resistência. Não é incrível como essa série parece estar sendo escrita por um Latino da vida? Os roteiristas nem ao menos tentam disfarçar mais. Simplesmente, ousam pegar todos os pontos que deram certo nas outras obras e fazem exatamente igual. Inovação é uma expressão que passou longe do espírito dessa equipe, não concordam?

        E se pensavam que as similaridades entre Amor de Peixes e Yohma de Mefistófeles terminam por aqui, já vou avisando que mal sabem o quê os aguarda! Por acaso repararam na linguagem e na forma de se expressar do protagonista da vez?

 

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Amor se achando a atração principal...

 

        “Isso mesmo. E também aquele que colocará abaixo as cortinas da história de vocês. (04:06)  Certo, vamos começar! Esse é o nosso palco! (04:26) Opa! Você terá que ficar como espectador por um tempo. (05:11) Isso mesmo! Para começar o último capítulo dessa história. (6:47) Vamos abrir as cortinas para o teatro! O personagem principal é você: Kouga de Pégaso! Vejamos... O título será “A escolha entre luz ou trevas”. (9:14~9:26) Você verá a peça que estou dirigindo e, então, escolherá entre a luz ou as trevas. (9:34) Você não deve apressar as coisas, Yuna. Seu dever é acompanhar até o fim esta história de trevas e luz junto comigo. (10:09~10:18) Não posso jogar fora os preparativos para isso, posso? (12:35)” – Por Amor de Peixes.

 

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        Se quisesse continuar apontando provas para reforçar o fato dessa equipe de roteiristas de segunda categoria ter construído o personagem Amor de Peixes com base (ou literalmente, xerocando mesmo) no personagem Yohma, poderia até citar que ambos testaram os Cavaleiros de Pégaso, mas isso aumentaria ainda mais essa análise e a deixaria mais cansativa. Contudo, é impressionante como eles realmente não tentaram ao menos disfarçar um pouco quanto a tanta plagiação.

 

  • Sobre a Personalidade

 

        Não precisava abrir um tópico para comentar algo tão claro, entretanto, como essa também é uma das características que vem ao encontro do tópico acima, eu realmente não poderia deixar de fora. Amor de Peixes não deixou de cumprir a cartilha em respeito à personalidade daquele que copiou de corpo e alma: tem um temperamento extremamente dissimulado, excêntrico e debochado. Tenta passar, por vezes, uma impressão falsa de ser desligado e desinteressado na maior parte dos acontecimentos, contudo, apesar de parecer agir de um jeito, pensa completamente o oposto. Mantém a mente fixa em seu objetivo e não mede esforços para alçá-lo a curto prazo. Tais características que marcaram o personagem Yohma de Mefistófeles que foram totalmente exploradas (para não dizer: “copiadas”) nesse personagem.

 

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        Outra forte característica (também proveniente a do espectro em questão) é a obsessão do personagem por mulheres (para não chamar de taradice mesmo): “Venha começar uma nova vida comigo na Terra Sagrada ideal do Mestre Marte!” – Por Amor de Peixes. Obviamente, por se tratar de uma série voltada para um público infantil que não veríamos – evidentemente – uma cena como essa, mas, convenhamos que essa equipe se esforçou para mostrar que em matéria de xérox, são tão bons quanto o Latino.

 

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        Outro detalhe importante também se encontra na forma como Amor usa terceiros para lutar em seu lugar (ou manipula outros, evitar a fadiga), enquanto fica apenas com um papel de observador. Exatamente igual ao nosso espectro que, como ele mesmo dizia, preferia ficar na platéia apenas assistindo tudo. 

 

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           Obviamente que Amor não teve nenhuma fala ou comentário (ainda bem) dizendo que preferia assistir tudo dos bastidores como Yohma de Mefistófeles, no entanto, sua atitude em observar tudo de longe como se estivesse na platéia alta de um teatro foi exatamente idêntica as atitudes do espectro.

 

  • Sobre a questão dos ataques

 

        Não quero me tornar repetitivo, portanto deixarei resumido meu pensamento que os ataques em Saint Seiya sempre foram um tema bem explicado e discutido nas obras pioneiras. Em relação à Saint Seiya Ω só posso afirmar que esse tipo de cuidado também foi um dos quesitos que passaram longe do planejamento dessa série. Amor é um guerreiro que possui variados tipos de ataques, entretanto, todos sem qualquer tipo de explicação igual ao caso da análise do capítulo da versão anterior.

 

SILENTE WATER!

 

        Uma barreira de água em alta potência que foi usada simplesmente para separar o grupo de Kouga. Novamente tivemos uma tentativa de resgatarem algo que tentaram inserir no início da série, a questão dos golpes elementais, contudo, novamente não fora bem explorada.

 

ARRESTED JUDGEMENT!

 

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        A única coisa que sabemos a respeito desse golpe é que serviu para prender Kouga até o momento em que despertara o cosmo das trevas. Nada muito complexo, afinal, o golpe era facilmente anulado com a ativação do cosmo negro. Interessante que pontos no universo de Saint Seiya nem parecem se entrelaçarem em Ω. Antigamente, era natural o compreendimento dos ataques para a superação dos mesmos, entretanto, essa questão está cada vez mais esquecida nessa história (ou simplesmente não estava nos planos dos roteiristas).

 

RINNE KESSHOU!

 

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        E alcançamos uma das modinhas mais usadas pelos mangakas atualmente: A ressurreição de personagens. Não vamos muito longe! Na própria série clássica houve a reciclagem, onde personagens que morreram no início da série foram revividos para lutarem novamente. Será que preciso perguntar como Amor de Peixes conseguiu realizar tal façanha? Acredito que não, uma vez que nenhum dos ataques desse Cavaleiro foi se quer explicados (nem tentaram, para início de conversa).

 

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Novos scans da Revista Telemanga mostram os "Quatro Reis Celestiais": Diana, Vulcanus, Romulus e Baco.

Diana = Ártemis (Panteão Romano)
Vulcanus = Hefesto (Panteão Romano)
Baco = Dionísio (Panteão Romano)
Romulus = ???

 

        É uma pena que não tenham explicado como um Cavaleiro de Ouro tenha poder para ressuscitar deuses olimpianos para guerrearem contra os Cavaleiros de Bronze (que resistiram bravamente e ainda venceram no final).

 

        E, justamente pelos roteiristas agirem dessa forma desleixada, que ficamos completamente sem qualquer tipo de compreendimento mais profundo e amplo sobre a série apresentada. Não esquecendo que esse episódio retoma a extinção da frase “o mesmo golpe não funciona duas vezes contra um cavaleiro”, uma vez que nessa série os guerreiros não precisam observar, analisar e compreender para evitarem sofrer com golpes futuros.

 

  • Dois pesos para duas medidas

 

        Não podia deixar de comentar que é impressionante como os Cavaleiros de Ouro são usados como referência de comparativos entre poderes bélicos. “Os mais poderosos do exército de Marte, que lutaram com os Cavaleiros Lendários. O Poder deles supera até os Cavaleiros de Ouro!” - Por Amor de Peixes.

 

        É engraçado que normalmente em Saint Seiya estabeleceu-se essa cultura de usar os Cavaleiros de Ouro como referência para sabermos do poder real do exército adversário. Só me entristeço realmente com esse tipo de comparação, uma vez que os ditos até superiores aos Cavaleiros de Ouro são sempre derrotados por guerreiros de patente inferior aos dos mesmos, passando uma falsa imagem que o poder dos Cavaleiros de Ouro nem é tão impressionante assim.

 

  • Escudo do Dragão

 

        Apesar da série estar respeitando a invencibilidade e a resistência do escudo da armadura de dragão, ainda assim, exageros deveriam ser amenizados. O escudo se quer lascou no combate contra deuses e, em vários momentos, Ryuho conseguira deter ataques mortais simplesmente usando a defesa do escudo. Apesar dos roteiristas atentarem para tal detalhe, por vezes, esta característica acaba se tornando grotesca, exagerada e contraditória dependendo do nível do golpe adversário enfrentado que será facilmente bloqueado.

 

        Com isso encerro a análise de Saint Seiya Ω episódio 43, que só entre nós, foi um verdadeiro abacaxi. Precisei me esforçar dessa vez para conseguir formular uma análise, porque esse episódio foi tão fora dos padrões que qualquer familiaridade com o universo de Saint Seiya é uma verdadeira coincidência.

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