R&D - ROSENDÍMONS

06/07/2015 13:25

Rosendímons

Texto por Caetano Grego

 

        Eis que me foi sugerido escrever, ó leitor(a), sobre o que eu terminei de ler recentemente, a saber, Roses & Demons. Por que não? Se você acompanha de perto o QC e suas tretas, deve saber bem que R&D é uma, hã, original fiction escrita por nosso amigo Julian de Leão. Veja bem, ó leitor(a), não é uma fanfiction, mas sim uma original fiction, uma ficção original. Ele pretende criar uma história própria, e não produzir algo com base em material já existente, como tantos outros fazem.

        A pergunta a ser feita é: Rosendímons (apelido carinhoso) vale a pena ser lido? A história envolve? Os personagens são carismáticos? O plot faz sentido? Há pontas soltas? Percebeu Caetano que fez mais mais perguntas do que ele realmente gostaria de responder? É o que vamos saber.

        Acerca da história, pode se dizer que é uma narrativa de capa e espada, onde a fantasia é alta e a magia corre solta. Há este país de Chesord, que me parece ter a forma de um Jesus robótico (Chessus + zord), onde as coisas acontecem. Há uns pilares espalhados pelo país que servem, de acordo com o lore, para espantar o mal (literalmente capetas fora dos limites do reino), e o grupo de supostos vilões tem como missão derrubar esses pilares. Então temos diante de nós a heroína da história que, com o auxílio de suas amigas, busca fazer frente à ameaça. Também temos a Ordem da Rosa Branca, que é A força de elite do país, que aparece no decorrer da trama para também conter a ameaça. Há ação, emoção, aventura e mirabolância ao longo dos cem capítulos que constituem o primeiro tomo chamado Roots of Rebellion.

        Então vamos a eles, a saber, os personagens: O grupo do “mal” é composto por William, Fernand e Samantha. Eles são manipuladores de elementos, mais ou menos como Avatar, só que sem o kung fu legal. William controla o vento, mas não é o Avatar. Fernand controla a terra, e até tenta ser a Toph em uns momentos. Samantha controla controla trevas e assim acaba com minha piada de Avatar. Ela também é uma bruxa, e tem todo um subplot embutido que justifica seu comportamento sarcástico e antissocial. Fernand é mano e boa praça. Acerca do William, pode ser dito que este pode ser considerado o oposto dele. Ele é um personagem meio complexo, sendo uma amálgama de Wolverine com Evil Ryu. Se quer entender o que estou dizendo, vá lá e leia a história (modo vendedor de peixe on). Também deve ser dito que o William é um alter-ego do Julian, mas graças a Deus ele não é um Mary Sue da vida. Uília, apelido carinhoso, tá muito longe de ser um personagem perfeito, e isso é bom, porque é mau. Provavelmente os outros dois também existem na vida real.

        O “time das Pantera” (assim mesmo) é composto pela capitã Yasmin “Pirata”, filha de Não-Saga-de-Gêmeos “Pirata” e sobrinha de Não-Kenoh-irmão-do-Kenshiro, que também é uma manipuladora, desta vez de fogo, a lá Zuko, e que também é o alter-ego da Pollux, namorada do Julian. É meio tosco ler sabendo disso, porque você tem a impressão de que cedo ou tarde vai voar um no outro, mas curiosamente eles só são rivais. Pelo menos no primeiro tomo, já que eu ainda não li o outro. Outra integrante desta patota é a “Luna-Água-Clara”, uma manipuladora de água chata feito a Katara que é arqueira. Ela é uma sacerdotisa, mas, ao contrário da Katara, não usa água pra curar ninguém. Uma sacerdotisa que não cura é coisa grave. Você pode me perguntar: “Enkidu, porque diz isso?” Eu respondo que, num mundo onde as pessoas soltam fogo pelas ventas, seria tão bizarro assim haver magia de cura? Rosendímons tem cara de RPG, ora bolas. Enfim, Luna é meio esquisita, porque também tenta dar headshot no povo e espera que eles não morram, como se fosse um jogo onde você apanha feio e só perde alguns pontos de vida. Nota “Nhé” pra ela. A última integrante das “Pantera” é a Karin. Eu detestei essa menina desde o primeiro instante em que a vi: Ela é aquela menina mágica de anime com um “SUGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI” bem grande escrito na testa. E vive com fome. Por pouco não diz “nyaaa”. Affe. Ela manipula luz, mas esta ao invés de queimar seus alvos causa dano de contusão. Mas como assim?

        Eu poderia discorrer sobre o pessoal da Ordem da Rosa Branca, mas o Lucas já fez isso aqui. Eu vou me limitar a falar sobre o Sol, que supostamente é uma homenagem ao Lucas, que usa um mangual-chamado-da-maça e tem um ego enorme. Há estudos que indicam que essa é a forma idealizada do Lucas pro Julian, mas a evidência é inconclusiva. Ou não. Outro personagem que merece menção da minha parte, ó leitor(a) é Ent, o membro mais velho da Ordem. Porque enquanto todo mundo usa armas e se esconde atrás das mesmas, o velhote senta a mão em todo mundo. É como eu sempre digo: o boneco que dá porrada sempre terá lugar na minha linha. Artes Marciais são o que há. /u.u. Os outros personagens são interessantes, uns mais, outros menos.  Todos são seguramente mais fortes que os protagonistas. Mas perdem. Deus, perdem! Mas se os cavaleiros de ouro também perderam...

        Sobre a coerência do plot, podemos dizer que a história segue sem rodeios até o plot twist, que, na minha opinião, foi insatisfatório. Eu digo isso porque uma aposta muito alta foi feita com uma chance muito alta das coisas resultarem num mar de fezes. Mas vá, “bora já, viajar.” Não há erros de continuidade, mas há gaidens ao longo da narrativa que cortam a tensão construída, e isso torna o final de Roots of Rebellion bastante insatisfatório. Os últimos capítulos, por exemplo, contam uma história do Fernand que ocorre antes da narrativa principal e o tomo acaba assim, sem mais nem menos, forçando você a ter que ler o Warbloom, que é o segundo tomo. Há vícios de linguagem em relação à identificação dos personagens, mas nada que atrapalhe a trama. Por exemplo, há horas em que o narrador, descrevendo personagem tal, refere-se a ela como menina, moça, mulher e Zé da Foice (mas heim?) num intervalo pequeno de tempo, podendo deixar um leitor incauto confuso. Ainda assim, são pequenos detalhes, que não comprometem a narrativa.

        Então, voltando à pergunta original, a saber, se Rosendímons vale a pela ser lido ou não, digo por meio desta, sem problema algum, que a estória cumpriu o propósito de me entreter e eu a li até o fim. Sim, eu não gostei da forma como acabou, nem de parte dos personagens. Eu li a narrativa com um espírito zoeiro, rabisquei minha cópia-pessoal-sem-fins-lucrativos do começo ao fim com perguntas, observações, zoagens e uns poucos desenhos. Enfim, mais uma eu vez eu digo que Roses and Demons cumpriu o propósito de me entreter. Houve imersão, algo que conta muito na minha opinião, seja em filmes, jogos, livros ou qualquer outra forma de entretenimento.  Eu consegui visualizar a coisa, eu vi os combates e, se me é dado dizer, fiquei surpreso por não haver Deus x Machina como vemos em tantos outros cantos.

        Então eu concluo esta pequena análise dizendo que Roses and Demons é importante para nós. Não exatamente pela história em si, mas pelo que ela representa. Contudo, ó leitor (a), acerca disso, digo que é assunto para outra conversa. Leia por sua conta em risco, e que Deus lhe abençoe.

Fim das palavras de Caetano. :v

 

 

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